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terça-feira, 8 de julho de 2008

O Baú das Recordações - Um passeio atribulado


É difícil imaginar hoje em dia que aos 13, 14 anos no meu tempo raramente estivéssemos sós com os rapazes do nosso Grupo de Férias e que geralmente tivéssemos que andar com um adulto atrás.

Passou-se isso em Carcavelos onde se alugava casa no Verão e encontrávamos os mesmos amigos todos os anos.A única distracção para além da praia, era o cinema, uma vez por outra e passeios,a pé à Parede ao Rádio Clube Português,ao jardim e muito raramente um baile, que o meu pai nem sonhava, geralmente com os meus discos de 78 rotações de tangos, sambas,valsas, já que eu era uma privilegiada nesse aspecto.

Quem geralmente nos acompanhava era o pai duma amiga minha que era uma camaradão e muito aberto à juventude.

O passeio de que vou falar foi um de que nunca mais me esqueci,de comboio até Cascais, ao Parque da Gandarinha, que tinha um lago estilo Campo Grande onde se andava de barco a remos.

Estreámos nesse dia eu e a I.vestidos novos em branco, o meu era de piqué abotoado ao lado e sem mangas, o dela igual mas noutro tecido, feitos por uma tia dela a quem eu chamava também tia.Onde quer que esteja tia Lúcia obrigada por tudo.

Saídos da viagem de comboio chegamos ao Parque para piquenicar e nos divertimos e alguém sugeriu mais tarde um passeio de barco no lago, uns tantos rapazes e raparigas numa embarcação e outros tantos noutra.

Tudo parecia correr bem até que os rapazes resolveram começar a baloiçar os barcos para assustar as meninas e com isso fomos parar todos ao charco.

Imaginem a nossa figura no comboio todos molhados com os nossos lindos vestidos brancos todos verdes de lodo, com sandálias a pingar e as nossas mães à nossa espera em Carcavelos.

Moral da História,não aconselho passeios de barco em lagos sujos, muito menos se não se tiver um automóvel à espera que esconda a humilhação que nesse dia sentimos.

terça-feira, 3 de junho de 2008

O Baú das Recordações - A Expo 98 (2)

Já falei que o Pavihão da Croácia na Zona Sul foi uma surpresa agradável, pela imaginação dos seus criadores.

Imaginem um chão em vidro com água por baixo com expositores de Antiguidades encontradas no mar e ao fundo um ecrã panorâmico que passava um filme sobre uma viagem de barco a caminho de Zagreb, em que dava a sensação de sermos nós a viajar com esses pescadores que cantavam canções do país.

Países com muito mais dinheiro e pavilhões enormes não conseguiram o impacto deste pequeno Pavilhão.





Vou falar em seguida doutro pavilhão magnífico, esse na Zona Norte, junto ao Palco do Bojador onde é agora a entrada da FIL, o Pavilhão da Turquia.

Trouxeram com eles um enorme barco que pertenceu aos Sultões otomanos, muitas Antiguidades da civilização grega da Ásia Menor, usaram um jogo de luzes azuis no ambiente e exibiram filmes sobre o Mar daquelas costas.Perfeito. Foi pena que o Pavilhão da Grécia e de Chipre com temas semelhantes, não tivessem aproveitado tão bem o espaço.
Passo em seguida a outro, muito popular na Zona Norte - o Pavilhão da Alemanha.Uma Viagem Virtual ao fundo do mar.


Entrava-se numa espécie de nave, ou submarino que fingia levar-nos ao fundo do mar. A sensação era perfeita ,pois ouviam-se ruídos de motores, sons marítimos, viam-se pelas vigias paisagens diversas, era sem dúvida sui generis. Não admira as enormes filas para lá entrar.


Lembra-me que o meu ex-genro alemão preferiu ficar uma tarde à espera do que optar por ver outros pavilhões,já que tinha só esse dia.
Patriotas como eles há poucos.


Vou falar de outro dos grandes, a dar para a Praça Sony, que como Pavilhão dizia pouco, era mais uma mostra de negócios, mas tinha uma característica muito apelativa - um filme sobre as Pescadoras de Pérolas e a Exibição de Danças Folclóricas, intervalando com o Toque de Tambores.
Vi essas exibições mais que uma vez, dado que levei as filhas em ocasiões diferentes.

Confinando com este Pavilhºao encontrava-se o da China, enorme, com inúmeros barcos, uns em miniatura, outros em tamanho natural e uma Loja enorme de Cerâmica e outros objectos vendáveis. Para ser franca , com porcelanas de 1ª qualidade que fabricam escolheram aquelas que encontramos em Lisboa nas Lojas Chinesas ao preço da chuva.Claro que havia colares de jade e pérolas, mas para isso havia melhor pavilhões como o do Sri Lanka com joias lindíssimas de esmeraldas e pérolas e outras mais em conta de pedras semi-preciosas ,o da Índia
um autêntico Bazar com jóias em prata e ouro a preços acessíveis, o do Egipto e o do Perú.

Antes de falar do Perú, talvez o pavilhão que mais gostei pelo tema , queria falar um pouco do Pavilhão do Sri-Lanka. o antigo Ceilão, porque tinha um Restaurante com comida exótica e muito boa e exibições de Danças num pequeno Palco.E as Vendedoras eram muito amáveis e educadas.Comprei aí vários colares e até um Mobile com Palhaços que actualmente está no Quarto do meu neto mais novo .É pena não ter fotos para o documentar.
Quem fala do Perú lembra-se da Civilização Maia.Talvez que sendo o tema da Expo os Oceanos o tema escolhido não tenha sido o mais correcto, mas que era fabuloso, era.
Resolveram trazer uma réplica completa das Escavações do Senhor de Sipan, pertencente à Civilização Moche ou Mochica qu antecedeu os Maias.
Pavilhão do PerúEsta foto é tirada duma Tshirt que lá comprei. Esta descoberta recente deste túmulo fabuloso com joias e artefactos magníficos em ouro e lápis-lazuli, só igualado pelo de Tutankhamon no Egipto. Vi há pouco na TV um documentário sobre esta descoberta. Este Rei veio comprovar que os Maias faziam sacrifícios humanos e era ele mesmo o executor.Através da Cerâmica que mostrava um determinado toucado em ouro na cabeça do executor e a descoberta neste túmulo desse mesmo toucado mostrou que a história narrada nos Vasos não era sobre Deuses mas sobre estes Reis, de uma crueldade ,difícil de admitir nos nossos dias, bem retratada no filme "Apocalypto" do Mel Gibson. Mas segundo esse documentário o corpo mumificado do rei com máscara de jade ficou esmagado pela pedra do túmulo que caiu, não restando senão alguns ossos.


Ele usava colares em forma de amendoins em ouro, espadas e escudos nesse metal tudo isso reproduzido em tamanho natural nas vitrines do pavilhão, Simplesmente fabuloso.

No próximo irei falar das Exposições dentro da Expo , dos Pavilhões Temáticos , dos Concertos, do Aquamatrix e de alguns episódios engraçados que se passaram lá dentro.

sábado, 24 de maio de 2008

Baú das Recordações - A Expo 98










Este tema dá pano para mangas. Mas faz este ano 10 anos que se realizou a Expo 98, pelo que não posso ignorá-lo , ainda mais porque influenciou enormemente a minha vida. Esse Verão na Expo, é das recordações melhores da minha vida. Trabalhei muito nesse Inverno para ganhar dinheiro para os meus Bilhetes e também para poder oferecer alguns deles às minhas filhas.

Se não fui lá mais vezes, foi porque estava a trabalhar no Banco num Projecto .

Mas mesmo assim fui lá muitas vezes .Vi todos os 146 pavilhões e Organizações, alguns mais do que uma vez, fui muitas vezes à noite só para assistir aos Espectáculos e pude fazer bastantes compras exóticas.
Estes eram os Bilhetes:

O da esquerda o de dia e o da direita o da noite. Tenho uma caixa cheia de recordações e inúmeros videos e DVDs sobre os vários Pavilhões e sobre espectáculos e acontecimentos
na Expo.Todo esse material foi
gravado dum programa diário da
RTP chamado "Cais do Oriente" .Irei falar das minhas impressões pessoais sobre os Pavilhões de que mais gostei e igualmente de alguns Concertos memoráveis e que provavelmente não voltarei a ver. Nem sempre os que tinham maiores filas foram os melhores para mim, uns desses corresponderam às expectativas, outros nem tanto.Lembro-me de dois difíceis, pelo tempo de espera - o da Espanha com filas intermináveis de Espanhois (vi as 2 Exposições de Pintura em alturas diferentes) e o da Alemanha, engraçado e original sem dúvida.Outro pequenino mas uma jóia , era o da Croácia, e outro enorme e lindíssimo era o da Turquia.Não posso deixar de citar o do Perú com uma réplica do túmulo do "Senhor de Sipan" da época pre-Maia onde foi encontrado um tesouro em ouro e jade semelhante ao do Rei Tut no Egipto, o da Argentina com um Museu de réplicas de Dinossauros, descobertos na Patagónia e o do Japão com cenas da chegada dos Portugueses em holograma .Dos concertos falarei por exemplo do Caetano Veloso,Gilberto Gil,Gal Costa,Gabriel o Pensador ,os Madredeus, Dulce Pontes,Luís Represas,Ringo Starr, Cesária Évora e Tito Paris, inúmeros espectáculos de Danças Folclóricas, da visita à tenda dos Tuaregues e à Exposições - Os Caminhos da Porcelana" e "Leonardo da Vinci". Num curto espaço de tempo e no mesmo lugar tive ao meu alcance a Cultura, o Contacto com as várias Civilizações atravès das suas danças como a Coreia, o Sri-Lanka e a Argentina com exibições dentro dos Pavilhões e possibilidade de ver ao longo de 3 meses dezenas de Concertos, quer clássicos, quer ligeiros.O Espectáculo do Pavilhão da Realidade Virtual viu-o depois da Expo fechar , mas consegui ir 2
vezes ao Oceanário . Noutro Post falarei dos Grandes Pavilhões.